"A VOZ DO QUE CLAMA"! Mateus 3.1-12

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O clamor do Rei ainda ecoa entre nós: Arrependimento não é uma sugestão é uma obrigação para seus súditos.

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Grande ideia: O clamor do Rei ainda ecoa entre nós: Arrependimento não é uma sugestão é uma obrigação para seus súditos.
Estrutura: o perfil de João Batista (vv. 1-4) e a pregação de João Batista (vv. 5-12).
Matthew 3:3 NAA
Pois é a João que se refere o que foi dito por meio do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem as suas veredas.”
C. S. Lewis:
A via cristã é diferente: é mais difícil e é mais fácil. Cristo diz: “Quero tudo o que é seu. Não quero uma parte de seu tempo, uma parte de seu dinheiro e uma parte do seu trabalho: quero você. Não vim para atormentar o seu ser natural, vim para matá-lo. As meias-medidas não me bastam. Não quero cortar um ramo aqui e outro ali; quero abater a árvore inteira. Não quero raspar, revestir ou obturar o dente; quero arrancá-lo. Entregue-me todo o ser natural, não só os desejos que lhe parecem maus, mas também os que se afiguram inocentes- o aparato inteiro. Em lugar dele, dar-lhe-ei um ser novo. Na verdade, dar-lhe-ei a mim mesmo: o que é meu se tornará seu”.
Perfil. (vv. 1-4)
Mateus é sucinto: “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia”.
Luke 1:80 NAA
O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até o dia em que havia de manifestar-se a Israel.

Mateus

A primeira referência a João está em

O apelo por arrependimento (“conversão”) perpassa no texto: “Fazei uma reviravolta completa na mente e no coração”. 
William Hendriksen:
Portanto, a tradução “convertei-vos” é provavelmente melhor que “arrependei-vos”. Além disso, a conversão afeta não só as emoções, mas também a mente e a vontade. No original, o termo usado por João Batista indica uma mudança radical de mente e de coração, que conduz a uma mudança completa de vida Cf. 2Co 7.8–10; 2Tm 2.25.

Não há como entrar no reino dos Céus sem deixar o reino das trevas! Devemos nos arrepender do pecado, ou não poderemos receber as bênçãos da salvação! É necessário que todo homem se arrependa, seja quem for, quer seja exteriormente moral ou abertamente perverso. Essa é a porta da esperança — não há outro caminho para o reino — “Arrependam-se, pois o reino dos céus está próximo”.

A citação agora é de Isaias 40.3.
João Batista tinha o mesmo estilo de Elias.
2 Kings 1:8 NAA
Eles responderam: — Era um homem vestido de pelos, com um cinto de couro na cintura. Então o rei disse: — É Elias, o tesbita.
Dicionário Bíblico Lexham Uso de textos proféticos

Conforme evidenciado pelos evangelhos, a identidade de João era perplexa e muitas vezes enredada com Jesus ou Elias (compare

2. Pregação. (vv. 5-12)
O público da mensagem de João Batista: “moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região em volta do Jordão...”.
Mas havia também “muitos fariseus e saduceus”, que iam no batismo (5 vezes no texto) que João liderava.
Dicionário Bíblico Lexham Dimensão política

O entendimento tradicional do batismo de João — de acordo com o evangelho de Marcos "para o perdão dos pecados" — deve ter oferecido algo que não estava disponível em outro lugar. A purificação ritual não era geograficamente condicionada; isso poderia, em teoria, acontecer em qualquer lugar. O perdão dos pecados, entretanto, estava vinculado ao templo de Jerusalém. O batismo de João era polêmico contra a instituição do templo. O confronto entre João Batista e a instituição do templo pode ser ainda mais intensificado porque João descende de uma família sacerdotal e executava o ritual no deserto, e não no templo (compare Sibylline Oracles 4.8, 27–30; 4.162–170).

“Batismo de João”.
João Batista funcionava como precursor do Messias, chamando Israel ao arrependimento através de um batismo que marcava uma ruptura radical com as práticas religiosas contemporâneas. Sua mensagem conquistou ampla adesão, com multidões vindo de Jerusalém e da Judeia para confessar seus pecados e serem batizados no rio Jordão.[1]
O batismo de João representava algo inteiramente novo no contexto judaico. Para João, era um arrependimento radical, um novo começo com Deus, e um acontecimento único em vez de uma ocorrência diária.[2] Enquanto os judeus consideravam o batismo simplesmente uma limpeza espiritual geral, pois eram o povo da aliança e, por herança histórica, basicamente corretos diante de Deus[2], João exigia transformação genuína. O batismo foi uma parábola de ação profética para ilustrar a necessidade de limpeza espiritual.[2]
[1] Andreas J. Köstenberger, “O Batismo nos Evangelhos”, in Credobatismo: Sinal da nova aliança em Cristo, org. Thomas R. Schreiner, Shawn D. Wright, e Yago Martins, trad. João Costa (Brasília: Dois Dedos de Teologia, 2019), 12–13. [2] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 105–106.
A pregação de João Batista é incisiva: “Raça de víboras… Produzam fruto digno de arrependimento!”.
N. T. Wright:
A mensagem de João não era de todo reconfortante. Longe disso. Ele falava do fogo que arderia e do machado que cortaria a árvore. Ao ver alguns dos líderes religiosos judeus- os fariseus e os saduceus- virem para ser batizados, ele escarneceu deles. Eles eram como cobras deslizando para fora da fogueira (na qual se haviam escondido) tão logo o fogo começa a arder. A única coisa que faria João mudar sua opinião a respeito deles seria se eles se se comportassem realmente de forma diferente. Passar pelos rituais do batismo não era suficiente. O verdadeiro arrependimento representa uma completa e contínua transformação de vida e de coração. Essa era a única maneira de preparar o caminho para a vinda do Rei.
Deus pode fazer surgir de pedras, filhos de Abraão. Isso mostra o fato de que o rigor exclusivista de Israel não vinha de Deus, era (e ainda é) apenas uma falácia ideológica.
O juízo de Deus sobre Israel não iria demorar: “o machado já está posto à raiz das árvores”.
O que seria o batismo com Espírito Santo e com fogo”?
João Batista anunciou que o Messias realizaria um batismo duplo: com o Espírito Santo e com fogo[1]. Essas duas dimensões representam aspectos distintos da obra messiânica e precisam ser compreendidas separadamente.
O batismo com o Espírito Santo ocorreu no Pentecostes, e hoje apenas os cristãos recebem esse batismo[1]. Todos os crentes são batizados com o Espírito Santo, o que significa sua incorporação ao corpo de Cristo, a Igreja[1]. Essa promessa foi cumprida quando Jesus derramou o Espírito no Pentecostes, capacitando os discípulos[2].
Quanto ao fogo, a interpretação é diferente. O batismo com fogo refere-se ao julgamento que Cristo trará[1]. Alguns confundem essa expressão com as “línguas como de fogo” do Pentecostes, mas as expressões são distintas — o texto de Mateus fala de batismo com fogo, enquanto Atos descreve línguas que pareciam fogo[1].
[1] Itamir Neves e John Vernon McGee, Comentário Bíblico de Mateus: Através da Bíblia, org. Walkyria Freitas, Série Através da Bíblia (São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial, 2012), 40–41. [2] Roger Stronstad, Teologia Lucana sob Exame, trad. Celso Roberto Santista (Natal, RN: Editora Carisma, 2018), 109.
A fala final da mensagem é explicitamente escatológica.
Matthew 3:11–12 NAA
Eu batizo vocês com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de carregar as sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem a pá em suas mãos, limpará a sua eira e recolherá o seu trigo no celeiro; porém queimará a palha num fogo que nunca se apaga.

O Cristo é o ministro da misericórdia, mas há em relação a Sua doutrina um poder de busca e de dificuldade! Somente os de coração sincero poderão suportar a pá com a qual Cristo “limpará a área onde os cereais são debulhados”. Quanto aos insinceros, eles serão separados como a palha o é do trigo — seu fim é destruição! Que Deus nos permita sermos contados entre o trigo que Cristo recolherá em Seu armazém celestial!

3. Outras aplicações:
(a) O Reino de Deus (ou dos Céus) é o domínio de Deus na vida dos que tiveram suas vidas transformadas pelo Evangelho de Jesus.
Nova Tradução na Linguagem de Hoje REINO, REINO DE DEUS, REINO DO CÉU

REINO, REINO DE DEUS, REINO DO CÉU O domínio de Deus sobre as pessoas e o mundo, tanto no presente como no futuro (

Matthew 3:2 NAA
Ele dizia: — Arrependam-se, porque está próximo o Reino dos Céus.
Matthew 26:29 NAA
E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.

A força do verbo, arrependei-vos, não se resume a uma gratidão pela santidade de Deus e um mero reconhecimento do próprio pecado. O chamado aqui é à conversão radical: a abandonar o pecado e a intoxicação com este mundo e a direcionar a alma e o coração às coisas de Deus. Ninguém pode entrar no reino de Deus sem fazer isso.

(b) A mensagem cristã sempre foi de mudança. Quem não muda de vida, não se encontrou com o verdadeiro Jesus.
Matthew 3:11–12 NAA
Eu batizo vocês com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de carregar as sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem a pá em suas mãos, limpará a sua eira e recolherá o seu trigo no celeiro; porém queimará a palha num fogo que nunca se apaga.

Vivemos em uma cultura onde ninguém teme o juízo de Deus. No entanto, o retrato bíblico é de um Deus que julgará a terra, um Deus que chamará todas as criaturas vivas para prestar contas. Se não produzirmos frutos dignos de arrependimento, seremos lançados ao fogo – onde pertencemos.

Ilustr.:
Matthew 11:2–6 NAA
Quando João, no cárcere, ouviu falar das obras de Cristo, mandou que seus discípulos fossem perguntar: — Você é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro? Então Jesus lhes respondeu: — Voltem e anunciem a João o que estão ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.
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